Finalmente um E-Reader para ler quadrinhos está no forno!

  • publicado 21/07/2013 19:49

Quem gosta de ler, mas não gosta de levar trocentos livros pesados por aí, provavelmente sabe (ou gostará de saber) o que é um e-reader. Imagine um tablet com menos recursos, leve e no qual você pode ler o dia todo sem cansar a vista. Bem, isso é um e-reader. Podem existir algumas variações nessa descrição, pois trata-se de um produto em constante mudança, mas a ideia é basicamente essa.

Não cansa a vista?

Quem já tentou olhar diretamente para uma lâmpada incandecente sabe como isso incomoda, gera um "cansaço" na vista. Telas normais, como a do seu notebook, tv ou tablet, utilizam um recurso chamado "backlight" para permitir que você veja o que contem nela. É como se houvesse várias pequenas lâmpadas por trás da sua tela iluminando as cores você vê. Em uma analogia fula, quando você está olhando para uma tela comum, você está, na verdade, olhando para uma fonte de luz que está cansando a sua vista, semelhante a uma lâmpada comum.

Um livro de papel, por exemplo, não emite luz. Num quarto escuro, você não consegue ler coisa alguma. Isso acontece porque a luz necessária para a leitura das páginas do livro vem do reflexo da luminosidade do ambiente em que se está, e esse reflexo é bem agradável.

Um E-reader é um dispositivo móvel (bem, nada exige que seja móvel, mas se convencionou que é móvel) que te permite ler confortávelmente e sem cansar/forçar a vista. Como ele faz isso? A tela do dispositivo normalmente utiliza algum tipo de tecnologia (e-ink, por exemplo) que causa o mínimo de estresse possível à vista do leitor. Algumas tecnologias, como o e-ink, chegam a ser tão danosas à nossa vista quanto um livro, ou seja, quase nada.

Outra característica, também convencionada, como a mobilidade, é a bateria de longa duração. Devido à tecnologia utilizada nas telas da maioria dos e-readers, formada de "micro-bolinhas" que viram ou desviram para mostrar a "cor" da tela, é possível se economizar muita bateria do dispositivo. Há fabricantes clamando que seus produtos aguentam até um mês de uso moderado sem necessitar de nova carga. Nada mal se comparado a um tablet comum.

Alguns exemplos de e-readers disponíveis atualmente no mercado brasileiro são o Kobo (em suas versões mini, touch, glo e aura) e o Kindle (tradicional e paperwhite). Há um outro e-reader que chegou ao mercado em 2010, da Gato Sabido, que não teve muito sucesso mas que você talvez encontre no mercado.

Vou jogar fora meu tablet agora!

Nãaaaaaaaao! Não faz isso, cocada! Os e-readers atuais não tem condição de substituir as funcionalidades de um tablet. E quais são elas? Os e-readers atuais tem um negócio chamado "low framerate screen". Isso quer dizer que qualquer ação no tablet que exija uma mudança constante na imagem da tela, como um jogo de ação ou um filme, não vai funcionar bem em um e-reader. Muito provavelmente o próprio e-reader não terá o software necessário para ler arquivos de vídeo.

Outras dificuldades como a carência de aplicativos para o e-reader, que como os frabricantes gostam de frisar, "é um dispositivo para ler livros", a falta de speakers nos aparelhos e o pouco poder de processamento desses dispositivos podem impedir um uso mais extenso de funcionalidades. Um detalhe importante que não pode faltar para a forja de sua opinião é que todos, repito, TODOS os e-readers disponíveis atualmente no mercado são preto-e-branco, ou escala de cinza. Há promessas para um futuro próximo de dispositivos coloridos, contudo, qualquer coisa que exija distinção de cores de mesma tonalidade, não pode ser feita (ok, talvez possa em um universo paralelo com um software sobre medida... mas, de praxe, não pode) com um e-reader.

Se você conseguir viver com um e-reader que é só um e-reader, como são os dispositivos disponíveis atualmente no mercado, então continue lendo.

A Sony quer lançar um mega-e-reader

Desde que foram lançados, os e-readers tiveram um apelo muito forte junto aos leitores de livros com poucas ou sem figuras. Isso aconteceu porque os primeiros e-readers não eram muito bons mostrando conteúdo que não fosse texto. As imagens vinham embassadas, pequenas ou cortadas, muitas vezes exigindo um pouco da imaginação do leitor para descobrir o que estava vendo.

Hoje em dia, isso mudou. E-readers com telas de alta resolução junto a um hardware mais parrudo já permitem ler livros com figuras com pouca ou nenhuma dificuldade. Se isso é verdade, talvez seja possível ler quadrinhos também... Quadrinhos são um monte de imagens, uma atrás da outra, não é mesmo? E o Kobo, por exemplo, suporta arquivos cbz, formato comum de arquivos de quadrinho.

Bem...

As telas ainda são pequenas

Os e-readers atuais são muito focados em mobilidade e portabilidade. Ou seja, são pequenos. Muito pequenos. Bem menores que o tamanho de uma página de um quadrinho comum. Você pode pensar: "Idaí? Posso ficar movendo a imagem na tela para ver toda a página. Traaanquilo!". É, você pode; lembra o que falei sobre o low framerate? Pois bem, esse low framerate vai tornar sua tarefa de mover a página e dar pinch na tela, para ler o quadrinho, um martírio. Haverá casos onde você demorará entre 3 e 5 minutos para ler cada página. Com esse método, ler um quadrinho pequeno deve lhe consumir aproximadamente 1hr. Nada prático.

Tablets como o Kindle DX, que a até pouco tempo estavam em segundo plano para a Amazon começaram http://techcrunch.com/2013/05/13/sonys-got-a-13-3-inch-e-reader-with-pen-input-which-is-sort-of-like-a-dodo-with-antlers/